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http://repositorioamazonia.ibict.br/handle/1/210
Título: | Estudo de bactérias resistentes ao mercúrio para biorremediação de sistemas aquáticos contaminados da Amazônia |
Autor(es): | Adriana Sotero Martire |
metadata.dc.publisher.institution: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
Tipo: | Ambiental |
Ano do Prêmio: | 2007 |
Classificação: | Sem classificação |
Descrição: | O problema da poluição por mercúrio no ambiente Amazônico começou a chamar a atenção da comunidade científica brasileira e internacional no final da década de 80, quando estudos revelaram que a corrida para produção de ouro na região resultou no lançamento de significativas quantidades desse elemento no ambiente. Outros estudos ainda indicaram que atividades como o deflorestamento e as queimadas re-mobilizam o mercúrio acumulado nos solos Amazônicos, resultando também no aumento dos seus níveis ambientais. Assim, mesmo áreas ou populações na região que não estão associadas à atividade garimpeira também são afetados pelo mercúrio. Tendo em vista a toxicidade do mercúrio o e a severidade dos danos à saúde de populações humanas que a contaminação mercurial pode causar, torna-se fundamental o desenvolvimento de estudos que visem reduzir a exposição humana ao mercúrio. O objetivo do projeto é estudar cepas de bactérias resistentes ao mercúrio, presentes nos sistemas aquáticos da Amazônia, que possam ser utilizadas na biorremediação dos sistemas que estejam contaminados com mercúrio. Este estudo irá identificar as cepas de bactérias nativas capazes de crescer em ambientes contaminados por mercúrio e caracterizar qual ou quais são os seus mecanismos de resistência ao mercúrio. A hipótese do presente estudo é que o mecanismo predominante de resistência bacteriana ao mercúrio é a redução enzimática do Hg+2 ao estado elementar e que este processo diminui a biodisponibilidade do mercúrio para os níveis tróficos mais elevados (peixes, crustáceos e moluscos) no ambiente aquático. Esta redução da biodisponibilidade do mercúrio deve-se à diminuição da quantidade do íon mercúrico disponível para a formação do metil mercúrio, que é a espécie química do mercúrio mais tóxica e comprovadamente biomagnificada. O consumo da biota aquática contaminada pelo mercúrio consiste na principal via de exposição ambiental do homem ao mercúrio. A partir da identificação e caracterização das cepas resistentes, serão realizados bioensaios para avaliar a influência destas bactérias na ciclagem do mercúrio, principalmente na redução da biodisponibilidade do mercúrio para os níveis tróficos mais elevados (peixes, crustáceos e moluscos) de ecossistemas aquáticos. Diversas condições e variáveis serão testadas de modo a otimizar esse processo. Com base nesses dados experimentais, estratégias serão propostas para uso destas cepas para a biorremediação de ambientes contaminados ou na mitigação dos efeitos da poluição do mercúrio. Assim, os resultados deste estudo visam a contribuir para a redução da exposição humana ao mercúrio e os seus consequentes efeitos danosos à saúde. |
Aparece nas coleções: | Ambiental |
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